Santos

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domingo, 10 de abril de 2016

Incorporadoras mudam o foco e apostam em imóveis de até R$ 500 mil

Incorporadoras mudam o foco e apostam em imóveis de até R$ 500 mil

10/04/2016 - 01h00 
DANIEL MÉDICI
DE SÃO PAULO fsp
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O perfil do comprador mudou, e, com ele, o foco das incorporadoras. A nova safra de lançamentos residenciais na cidade de São Paulo está concentrada na faixa de até R$ 500 mil por unidade.
Segundo dados da consultoria imobiliária Geoimovel, de 2014 para 2015 o segmento de imóveis que custam até R$ 420 mil foi o único que cresceu na capital (44%).
Os número são similares aos divulgados pelo Secovi-SP (sindicato do setor), segundo os quais há um aumento de 32% nos lançamentos de apartamentos que custam até R$ 255 mil.
Karime Xavier/Folhapress
Fachada do condomínio Quartier Residénce, no Jaguaré; os imóveis de 70 m² custam a partir de R$ 368 mil.
Para Celso Petrucci, economista-chefe da entidade, o fenômeno se dá porque o atual comprador médio tem "necessidades habitacionais imediatas". Além disso, há uma redução significativa no número de pessoas que compram para investir.
"Hoje, o mercado é das necessidades. São os recém-casados, que migraram para a cidade ou que estão saindo da casa dos pais e precisam da primeira moradia", diz.
O economista também aponta para um ajuste do próprio mercado imobiliário, que vinha lançando imóveis de padrão mais alto em ritmo acelerado e se deparou com uma queda acentuada na procura por esse tipo de produto. De 2014 para 2015, o número de lançamentos na faixa de preço de R$ 1 milhão até R$ 1,5 milhão caiu 64%.
"Sempre haverá espaço para os imóveis compactos e com preços mais baixos", diz.
As incorporadoras são unânimes ao afirmar que a ascensão dos imóveis econômicos foi puxada pelos lançamentos na periferia, onde os terrenos são mais baratos.
"Há uma demanda reprimida expressiva nesses locais. Isso acontece porque os lançamentos são mais raros nessas regiões", afirma Maurílio Scachetti, diretor comercial da Abyara Brokers.
A incorporadora, antes focada nos segmentos de alto e médio padrão, anunciou que vai ampliar o investimento nos econômicos.
Segundo dados da Abyara, a zona leste se destaca nas unidades de até R$ 350 mil, concentrando quase metade dos lançamentos do tipo na cidade em 2015.
De acordo com a Abyara, um impulso fundamental para o segmento foi a elevação do teto do programa federal Minha Casa Minha Vida, de R$ 190 mil para R$ 225 mil.
REGIÕES CENTRAIS
Renata Brasileiro, gerente de marketing e vendas da incorporadora Benx, acredita que há potencial para os econômicos fora das periferias.
Pensando nisso, a incorporadora lançou, a partir de 2013, cinco empreendimentos na Barra Funda (zona oeste) com preços mais baixos que R$ 360 mil.
O condomínio mais caro é o Barra Vista, projeto em parceria com a Gafisa, que tem unidades entre 51 m² e 58 m², dois quartos e área de lazer com piscina e academia.
Segundo Brasileiro, antigamente as incorporadoras não construíam unidades econômicas em bairros mais centrais. Para ela, a mudança se deu por uma combinação de fatores, como a nova lei de zoneamento e o acesso mais fácil ao crédito imobiliário.
"O amplo acesso ao crédito não é uma coisa que existia 20 anos atrás. Isso fez com que o mercado visse o segmento com outros olhos."
A quantidade de equipamentos de lazer também mudou. "Hoje, tudo que tem em condomínios de alto padrão também já é encontrado em econômicos. É uma questão de segurança e de status", afirma Scachetti.
O Quartier Residénce, da PDG, no Jaguaré (zona oeste), tem quadra, playground, piscina, churrasqueira e academia. Os apartamentos, de 70 m² e três dormitórios, custam a partir de R$ 368 mil. O prédio fica em uma região de galpões industriais.
Para Petrucci, o possível ônus de se adquirir um imóvel mais barato –com uma metragem muito pequena e, muitas vezes, longe de áreas mais centrais– é amenizado na hora da venda.
"Esse comprador sabe que, quando quiser se desfazer do apartamento, sempre vai encontrar público interessado", afirma Petrucci.

Delação de empreiteira menciona contas de políticos do PMDB do Rio de Janeiro

Delação de empreiteira menciona contas de políticos do PMDB do Rio de Janeiro

As informações são da Carioca Engenharia


MURILO RAMOS
10/04/2016 - 14h00 - Atualizado 10/04/2016 14h00

Delação fatal


Delação fatal

O que Otávio Azevedo falou é motivo para a saída de um presidente em qualquer democracia


RUTH DE AQUINO
08/04/2016 - 19h27 - Atualizado 08/04/2016 19h27
Algum petista precisa convencer a presidente Dilma Rousseff a apoiar os trabalhos da Câmara nos fins de semana, sábados, domingos e feriados, para acelerar a votação do processo de impeachment. Dilma, apresse tudo por seu próprio bem.
Porque, a cada semana, a cada depoimento que ganha a luz do dia, sua permanência no Palácio do Planalto fica mais insustentável. Não tem encanador no mundo que dê jeito nos vazamentos desse esgoto de propinas. No seriado “Executivos contra o Executivo”, o conteúdo das denúncias é assombroso.
Vamos esquecer que este é um mau governo – uma constatação de eleitores de todas as classes sociais e todos os matizes ideológicos. Dilma jogou o Brasil numa crise sem tamanho. Um Brasil que ficou tão menor sob sua incompetência e irresponsabilidade fiscal. Um Brasil que só aumenta os gastos públicos, mete a mão na arrecadação de impostos e condena a população à inadimplência.
Vamos esquecer sua falta de liderança, atestada por políticos de todos os partidos, entre eles o PT. Vamos esquecer a alta da inflação e do desemprego. Vamos esquecer que, ainda hoje, com o país no abismo, Dilma negocia, em troca de votos de qualquer picareta, as Pastas de Educação e Saúde, como se fossem legumes na xepa ou moedas de cara ou coroa – só para se manter no poder. E que se dane o povo nas filas de escolas e hospitais, refém de epidemias graves e indicadores educacionais vergonhosos.
Vamos esquecer as pedaladas fiscais, manobras que sempre existiram, mas que dispararam com Dilma e chegaram a R$ 72 bilhões – pedaladas para financiar projetos do governo, pintar de rosa a realidade e ganhar a reeleição com base em grossas mentiras. Esses bilhões foram ressarcidos aos bancos públicos no último dia útil de 2015, com o governo já acossado por denúncias de ilegalidade.
Vamos esquecer as delações anteriores, de seu ex-líder na Câmara Delcídio do Amaral ou de operadores e presidentes de empresas, todos admitindo participar de uma rede de obras superfaturadas e do movimento de fortunas para beneficiar seu governo. Vamos esquecer até as críticas de Lula a seu estilo autoritário, Dilma, com socos na mesa e palavrões. Um estilo agora substituído por um sorrisinho debochado com chiclete e por comícios seletivos no Palácio do Planalto, com claque garantida.
Vamos esquecer o caos e nos ater à última delação, de Otávio Azevedo, ex-presidente da segunda maior empreiteira do país, a Andrade Gutierrez. O executivo diz ter pago, com outras construtoras, R$ 150 milhões em propinas disfarçadas de doações eleitorais para o PT e o PMDB, repartidos igualmente, para ganhar o contrato da usina de Belo Monte.
Quem ganhou a “concorrência” acabou sendo o amigo de Lula, o pecuarista José Carlos Bumlai, com um consórcio de empresas formado às pressas. A amiga de Dilma, Erenice Guerra, calou as queixas de Otávio Azevedo, prometendo a ele que Bumlai contrataria a Andrade Gutierrez para executar a obra. E assim foi. Se não me engano, isso se chama “quadrilha”.
O executivo Otávio Azevedo também declarou ter sido intimado pelo tesoureiro da campanha de Dilma em 2014 e atual ministro da Secretaria da Comunicação Social, Edinho Silva, a doar dinheiro para a reeleição da presidente. Otávio argumentou que já tinha pago a João Vaccari Neto, ex-tesoureiro do PT, hoje preso na Lava Jato. E que não poderia fazer a mesma doação novamente. As partes teriam então chegado a um acordo de doação de R$ 20 milhões. Doação registrada legalmente, mas que, segundo Otávio Azevedo, seria originária de propina de obras superfaturadas da Petrobras e obras das usinas de Angra 3 e Belo Monte, além do Complexo Petroquímico do Rio, o Comperj.
A delação de Otávio Azevedo não livra a cara do PMDB nem do PSDB, cujo candidato à Presidência, Aécio Neves, também recebeu doações da empreiteira. Segundo o depoimento, em 2009, R$ 600 mil em dinheiro vivo foram entregues ao ex-ministro de Minas e Energia Edison Lobão, do PMDB. A delação também envolve o economista Delfim Netto, que teria recebido, segundo executivos da empreiteira, R$ 15 milhões de propina em 2010.
Caso essa delação seja verdadeira, o que Otávio Azevedo falou é, por si só, motivo para a saída de um presidente ou de um primeiro-ministro em qualquer democracia civilizada. Causa espanto que Dilma se indigne não contra o conteúdo da delação, mas contra “os vazamentos seletivos” que favorecem “o golpe”. Causa espanto que o Partido dos Trabalhadores refute a última delação não em tom de revolta contra invenções absurdas, mas contra o que o PT chamou de “ilações”. Fraco.
Todos os acusados negam malfeitos. Mas não acreditamos mais. Precisamos passar o Brasil a limpo. E isso significa punir todos os bandidos, a torto e a direito, sem apegos a siglas, mas aos fatos.

Delação do ex-diretor da OAS está perto de deslanchar Léo Pinheiro deverá dar detalhes do triplex do Guarujá, sítio de Atibaia e da longa amizade com Lula



Delação do ex-diretor da OAS está perto de deslanchar


Léo Pinheiro deverá dar detalhes do triplex do Guarujá, sítio de Atibaia e da longa amizade com Lula

MURILO RAMOS
08/04/2016 - 21h30 - Atualizado 08/04/2016 21h30


O ex-diretor da OAS Léo Pinheiro deverá dar detalhes sobre imóveis ligados a Lula (Foto: Fotos: Rafael Arbex/Estadão Conteúdo e Juan Naharro Gimenez/Getty Images)
O ex-diretor da OAS Léo Pinheiro está, finalmente, negociando sua delação premiada na Lava Jato. Diz que está pronto para dar detalhes sobre o tríplex de Guarujá, o sítio de Atibaia e a longa relaçãomantida por ele com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e com líderes do PT. A delação está demorando porque os procuradores querem que Pinheiro forneça informações de contratos não relacionados à Petrobras.
Avulso
Léo Pinheiro, no entanto, está sozinho na iniciativa.O dono da OAS,César Mata Pires, que vinha protegendo Pinheiro, discorda da vontade do antigo funcionário. Mais que isso: diferentemente de outras empreiteiras envolvidas na Lava Jato, Mata Pires não quer que sua empresa acerte um acordo de leniência.

Marco Aurélio Mello: invencível polêmico



Marco Aurélio Mello: invencível polêmico


Com nova decisão controversa, o ministro obriga Eduardo Cunha a seguir Com o impeachment de Michel Temer e finca o Supremo no meio da arena política

FLÁVIA TAVARES
08/04/2016 - 19h03 - Atualizado 10/04/2016 16h24


Perto das 8h30 da terça-feira, o ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal, embarcou num voo de Congonhas, em São Paulo, para Brasília. Estava bem-disposto. Deparou com o ex-deputado federal tucano José Aníbal, sentado algumas fileiras à frente da sua. Tempos antes, em outro encontro casual, eles haviam trocado dicas de leitura. Marco Aurélio recomendara Tudo ou nada, biografia de Eike Batista escrita pela jornalista Malu Gaspar. Desta vez, Aníbal carregava a mais recente obra do moçambicano Mia Couto, Mulheres de cinzas. Marco Aurélio pediu que uma assessora anotasse o nome do livro. O ministro cruzou com mais um tucano, o deputado Ricardo Tripoli. Os dois, apaixonados por motos, papearam brevemente sobre uma relíquia que Tripoli está adicionando a sua coleção. Marco Aurélio seguiu para seu assento. Acomodou-se na poltrona. Precisava repor as energias depois do duro interrogatório a que fora submetido na véspera, no programa Roda viva, da TV Cultura. E para aguentar a pressão que viria naquela tarde, quando sua decisão sobre um pedido de impeachment do vice-presidente, Michel Temer, fosse publicada. Marco Aurélio cochilou.

Marco Aurélio é ministro desde 1990. Nos 26 anos de Corte, a notoriedade não veio pela sua dicção inusual, de quem está constantemente exalando. Tampouco por seu parentesco com o ex-presidente Fernando Collor de Mello, seu primo e responsável por sua indicação ao Supremo. Veio, em grande parte, por sua disposição para a inconsonância. Marco Aurélio adota com frequência posições absolutamente discordantes dos seus pares. Por isso, o apelido de“senhor voto vencido”. Na noite da segunda-feira, o ministro foi questionado sobre por que decidiria que o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, tem obrigação de levar adiante um pedido de impeachment do vice-presidente da República, Michel Temer. Os entrevistadores sabiam qual seria a decisão de Marco Aurélio porque seu despacho vazara na sexta-feira anterior. O ministro admitiu um “pequeno pecado do gabinete” no vazamento. Ironizou o conteúdo da decisão, indicando que ele não era definitivo: “Sou um juiz muito sugestionável. Posso evoluir ou involuir”. Marco Aurélio não evoluiu. Manteve a posição de obrigar Cunha a analisar o pedido de impeachment de Temer. No despacho, argumentou que cabe a Cunha somente avaliar se o pedido atende aos pré-requisitos formais, não seu mérito. Ao arquivar o pedido, diz Marco Aurélio, Cunha “queimou etapas”, apreciando a procedência do pedido. Assim, Cunha deveria seguir com a instalação de uma comissão especial para, essa sim, analisar o mérito das acusações contra Temer. Marco Aurélio foi severamente acusado de interferir no Poder Legislativo.
Marco Aurélio Mello ministro do STF (Foto: Dorivan Marinho/SCO/STF )
Com sua decisão, o ministro Marco Aurélio fincou o Supremo no meio da arena política. Envolveu a Corte na celeuma da qual boa parte dos ministros esquivava-se: o processo do impeachment da presidente Dilma Rousseff. O Congresso não gosta de ser desafiado. Os deputados reagiram, a começar pelo próprio Cunha. O presidente da Câmara chamou a decisão do ministro de “absurda” e “teratológica”. Cunha chegou a sugerir que desrespeitaria a ordem do Supremo. Foi repreendido. “Quando se inobserva (uma decisão judicial) é porque as coisas não vão bem, e eu não posso fechar o Brasil para balanço”, disse o ministro. Marco Aurélio ainda reconheceu condescendentemente o “direito de espernear” de Cunha. E garantiu que, assim que o recurso da Câmara chegar a seu gabinete, ele o encaminhará ao pleno do Supremo, que, então, julgará se sua decisão fora equivocada. Um indício de que Marco Aurélio pode ser “voto vencido” mais uma vez é a reação de seus colegas ministros. Primeiro, Gilmar Mendes, o mais afeito a se embrenhar na política, satirizou Marco Aurélio, dizendo que ele “está sempre nos ensinando” algo.
"Marco Aurélio reconheceu, condescendente, o “direito de espernear” de Eduardo Cunha"
No dia seguinte, mais ático e formal, o decano Celso de Mello publicou um despacho sobre outro pedido de impeachment de Temer. Em 14 páginas, o decano desmonta a argumentação de Marco Aurélio, sem jamais citá-lo. De saída, afirma que o Supremo tem a competência de analisar se Cunha agiu corretamente ao descartar o pedido. Em seguida, o ministro decide que, na mesma medida, é competência regimental de Cunha não dar seguimento ao pedido se ele o considerar inepto. “É inviável a possibilidade jurídica de qualquer atuação corretiva do Judiciário, constitucionalmente proibido de interferir na intimidade dos demais Poderes da República”, disse Celso de Mello. Em tradução livre, o oposto do que disse Marco Aurélio. Os votos singulares de Marco Aurélio não parecem afetar o respeito de seus colegas por seu conhecimento técnico. O próprio decano Celso de Mello falou disso na homenagem que o Supremo prestou a Marco Aurélio no ano passado, quando de seus 25 anos de Corte. “Muitos de seus luminosos votos vencidos culminaram por converter-se em diretrizes jurisprudenciais prevalecentes na prática jurisdicional desta Corte Suprema”, disse o decano. “Aquele que vota vencido, por isso mesmo, deve merecer o respeito de seus contemporâneos, pois a história tem registrado, sem qualquer exagero, que, nos votos vencidos, reside, muitas vezes, a semente das grandes transformações, tal a irresistível força fecundante que pode assumir, em determinado contexto histórico, um simples voto minoritário.”
Celso de Mello ministro do STF (Foto: Dorivan Marinho/SCO/STF)
Em 2006, o advogado Sergio Bermudes compilou alguns dos votos mais polêmicos de Marco Aurélio até então. “O ministro entende profundamente a fenomenologia jurídica. Tem posições muito próprias, originais”, diz Bermudes. “Não tem medo de se contradizer nem de ficar sozinho.” Nem de se expor, acrescente-se. Por vaidade ou convicção, ou ambos, Marco Aurélio é um dos mais falantes ministros da Corte. Ao longo do julgamento do mensalão, sempre circulava entre os jornalistas antes das sessões – para papear sobre seu Flamengo ou sobre alguma rusga com o ex-presidente do Supremo Joaquim Barbosa. Marco Aurélio ficou sozinho também quando se manifestou sobre a ideia de que impeachment é golpe. No Roda viva, foi firme ao dizer que fora mal interpretado em sua afirmação. “Não conheço o teor desse processo, não parei para examiná-lo. Não me atreveria a antecipar essa visão de que estamos diante de um golpe. O que eu asseverei, e assevero, neste momento, é que se não houver fato jurídico, já que o processo tem uma mesclagem do político com o jurídico, aí sim se terá um golpe político.” Seu tom é distinto de outros ministros, que nem sequer aventam essa hipótese. A soma desse posicionamento com a decisão sobre Temer levou o Movimento Brasil Livre a pedir o impeachment de Marco Aurélio. O presidente do Senado, Renan Calheiros, derrubou rapidamente o pedido, alegando que Marco Aurélio não cometeu crime de responsabilidade. Até o momento, nenhum magistrado determinou que Calheiros siga com o processo.

Semáforos em tempo real serão ativados na terça (12)

Semáforos em tempo real serão ativados na terça (12)
A partir de terça-feira (12), os semáforos em tempo real serão ativados na Cidade, a fim de reduzir os congestionamentos em vias movimentadas. Nesta primeira etapa, a tecnologia entrará em funcionamento nas avenidas Nossa Senhora de Fátima e Martins Fontes, desde a Rua Júlia Ferreira de Carvalho até a Rua São Sebastião, nos dois sentidos.
Funcionários da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET-Santos) e da empresa Brascontrol Indústria e Comércio LTDA., vencedora da licitação, estarão no local durante a semana para realizar o ajuste de temporização e das câmeras.
Inédita
Semáforos em tempo real são uma ferramenta inédita na Cidade, que possibilita ajustar os tempos de verde e vermelho de forma remota, dando tempo maior de abertura à via que estivar mais movimentada.
Os equipamentos estão distribuídos em 49 cruzamentos na sua totalidade. Outras vias contempladas são a Av. Ana Costa, cuja ativação está prevista para o dia 19, e as avenidas da orla (da divisa Santos/ São Vicente até a Rua Alexandre Martins), que funcionarão a partir do dia 26. O sistema funcionará nos dois sentidos das vias.
Estudos
A instalação demandou uma série de etapas em conjunto com a CET. Nos últimos meses, foram realizados estudos de campo, contagem de veículos, substituição dos controladores e instalação das colunas e câmeras (que detectarão a quantidade de veículos que passa pelo cruzamento).
Houve também a construção de uma Central Semafórica na sede da CET, de onde se administrará o funcionamento do sistema. Os funcionários da companhia receberam capacitação na última semana.
Funcionamento
As câmeras virtuais fazem a contagem de veículos e enviam os dados do fluxo à Central Semafórica, na sede da CET. Os próprios equipamentos fazem os cálculos e reenviam a informação dos tempos necessários de verde e vermelho aos controladores, para dar uma abertura maior à via que necessita de mais fluidez.
Eles são programados para tomar decisões remotas, sem a intervenção humana.

Santos é destaque nacional em saneamento básico

Santos é destaque nacional em saneamento básicoAtualizado em: 07 abr 2016 às 08h
Foto de uma torneira pingando #pracegover
O Ranking do Saneamento 2016, promovido pelo Instituto Trata Brasil, confirmou Santos com os melhores indicadores de abastecimento de água, coleta e tratamento de esgoto do Brasil.
Entre as 100 maiores cidades do País, o Município obteve o 5º lugar no estudo realizado com base nas informações do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS) de 2014, do Ministério das Cidades.


Santos(5º lugar) fica atrás apenas de 
  • Franca (1° lugar), 
  • Londrina (2°), 
  • Uberlândia (3°) e
  •  Maringá (4º).

 Está à frente de diversas importantes cidades do Estado, como São José dos Campos (7º) e São Paulo (22º), e de outras capitais brasileiras, a exemplo de Curitiba (11º) e Belo Horizonte (25°).
Segundo o pesquisador do Instituto Trata Brasil, Pedro Scazufca, a evolução do saneamento é acompanhada de três elementos: bom planejamento em prol da universalização do serviço, a regulação adequada do serviço e a gestão adequada da concessionária de saneamento.
Operação
Em Santos, desde 1973 o fornecimento de água e o sistema de coleta e tratamento de esgoto são operados pela Sabesp. No final de setembro de 2015, a Prefeitura assinou contrato histórico com a empresa estatal, válido por 30 anos, que resultará em quase R$ 1 bilhão de investimentos.
Um total de R$ 424 milhões será revertido para ações de melhoria no abastecimento de água, coleta e tratamento de esgoto e manutenção geral. “Em sistema de esgoto, Santos tem quase 100% de rede, coleta e tratamento. Hoje o nosso foco é ampliar a manutenção e o monitoramento para que a Cidade melhore os seus indicadores cada vez mais”, explica a secretária de Meio Ambiente, Débora Blanco Bastos Dias.
Seminário
Para discutir a melhoria da qualidade das águas da região costeira de São Paulo, que inclui a Baixada Santista, a Prefeitura planeja um seminário internacional em novembro, em parceria com a Secretaria de Estado de Saneamento e Recursos Hídricos, a Poli/USP e pesquisadores ambientais.
Alguns dos indicadores de Santos
=> Atendimento total de água – 100% 
=> Atendimento urbano de água – 100% 
=> Atendimento total de esgoto – 98,54% 
=> Atendimento urbano de esgoto – 98,61% 
=> Esgoto tratado para água consumida – 97,60%
Serviço
Foto: Arquivo Secor / Francisco Arrais

terça-feira, 8 de março de 2016

Caixa aumenta teto do financiamento de imóveis usados para 70% do valor total

Caixa aumenta teto do financiamento de imóveis usados para 70% do valor total

 - Atualizado: 08 Março 2016 | 12h 06

Além desta medida, banco também anuniou que vai voltar a financiar a compra de um segundo imóvel, nas mesmas condições utilizadas para financiar o primeiro

Caixa estima o financiamento de 64 mil unidades adicionais em relação ao que foi financiado em 2015
Caixa estima o financiamento de 64 mil unidades adicionais em relação ao que foi financiado em 2015
Na tentativa de estimular o financiamento imobiliário, a Caixa Econômica Federal anunciou nesta terça-feira, 8, uma série de medidas voltadas ao crédito. A primeira delas se refere ao aumento do teto do financiamento de imóveis usados de 50% para 70% pelo sistema de financiamento habitacional (SFH), no caso de clientes do setor privado e imóveis de até R$ 750 mil, segundo explicou o vice-presidente de Habitação da Caixa, Nelson Antônio de Souza. Para setor público, cota foi elevada de 60% para 80%.
A mudança ocorre menos de um ano depois do banco ter reduzido o teto do financiamento de imóveis usados para 50%. Em abril de 2015, a Caixa primeiro anunciou a redução do limite de 90% para 80% e depois diminuiu ainda mais, para 50%. Segundo a presidente da Caixa, Miriam Belchior, a cota de financiamento é o fator que mais impacta a demanda de habitação. Miriam ressaltou que a elevação da cota induz a demanda por imóvel novo. 
Os imóveis usados financiados pelo sistema financeiro imobiliário, acima de R$ 750 mil em Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro e Distrito Federal e de R$ 650 mil nos demais Estados, passarão a ter teto de 60%, dos atuais 40%, para o setor privado. Para o setor público, a cota passou de 50% para 70%. 
Segundo imóvel. A Caixa também informou que vai passar a financiar a compra do segundo imóvel, nas mesmas condições utilizadas para financiar o primeiro. Dessa forma, o cliente poderá ter dois imóveis financiados ou mais tempo para vender o primeiro, destacou a presidente da Caixa. Em agosto do ano passado, a Caixa havia vetado novos empréstimos a clientes que já tinham um imóvel financiado.
A presidente da Caixa afirmou que, com todas as medidas anunciadas hoje, deve haver uma elevação de 13% dos recursos destinados ao crédito à habitação, ou R$ 16,1 bilhões. Com isso, a Caixa estima o financiamento de 64 mil unidades adicionais em relação ao que foi financiado em 2015.
Ela comentou ainda que a Caixa está se preparando para ter mais eficiência e que, nesse sentido, o banco tem cortado custos. "Temos o desafio de tornar a Caixa mais rentável e eficiente", disse. 

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

Por que São Paulo

Por que São Paulo

Escolha São Paulo, destino certo para o seu investimento. Confira os 10 principais motivos que fazem de São Paulo o Estado número 1 do Brasil, garantia de sucesso para o seu empreendimento. Confira:

Número 1 em desenvolvimento econômico: reconhecido como maior polo econômico e industrial do Hemisfério Sul, São Paulo responde por mais de 32% da receita nacional do comércio e 43% do total de prestação de serviços. É responsável por 33% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional, volume maior que o de países inteiros, como Argentina, Indonésia, Holanda e Turquia.

Número 1 em mercado consumidor: com 42 milhões de habitantes, São Paulo é o Estado mais populoso e rico do Brasil, concentrando o 3° maior mercado consumidor da América Latina, atrás somente do Brasil como um todo e do México. A maior força do mercado consumidor brasileiro está no interior de São Paulo.
Número 1 em localização estratégica: localizado na Região Sudeste, o Estado de São Paulo faz divisa com Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Paraná e Rio de Janeiro. Com 645 municípios, sua dinâmica regional constituiu uma rede de cidades que compreende, nos estratos superiores de sua hierarquia, um conjunto de metrópoles, aglomerados e centros urbanos.
Número 1 em infraestrutura: abriga as mais modernas rodovias brasileiras e os principais aeroportos do País, além do Porto de Santos, maior terminal de contêineres da América Latina, responsável por 25% da corrente de comércio brasileira. A rede de transportes é complementada por ferrovias, hidrovia e dutos.
Número 1 em capital humano: o Estado concentra 24% do total de instituições de educação superior do Brasil. As três universidades públicas paulistas figuram entre as melhores do País, com reconhecimento internacional. São Paulo abriga ainda a maior rede gratuita de ensino técnico e profissionalizante do Brasil, com destaque para o Centro Paula Souza, responsável pelas Escolas Técnicas (Etecs) e Faculdades de Tecnologia (Fatecs).
Número 1 em inovação: responsável por 86% do total investido em Ciência, Tecnologia e Inovação no Brasil, São Paulo conta com extensa rede de instituições de pesquisa públicas e privadas, dispondo de uma expressiva produção de conhecimento, além de um programa de estímulo à implantação de parques tecnológicos e uma das principais agências de estímulo à pesquisa do País, a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp).
Número 1 em qualidade de vida: São Paulo conta com um dos melhores desempenhos nacionais em relação às condições de vida da população, 90% dos seus 645 municípios apresentam alto Índice de Desenvolvimento Humano (IDH). Desse total, 20 cidades são consideradas excelentes pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).
Número 1 em fontes de financiamento: empreendimentos instalados no Estado de São Paulo têm acesso a uma série de programas de financiamento oferecidos por agências públicas voltadas à promoção do desenvolvimento, como a Desenvolve SP, que oferece linhas de crédito com juros e taxas competitivas.
Número 1 em políticas de incentivo: com o objetivo de reduzir o custo de produção e estimular o crescimento da economia, o Governo de São Paulo oferece vários incentivos fiscais que beneficiam diversos setores produtivos. Confira!
Número 1 em turismo e eventos: o Estado de São Paulo é o principal destino de turismo de negócios do Brasil. Com 75% das feiras e eventos realizados (um a cada seis minutos), a capital é a sede dos principais encontros brasileiros e internacionais, enquanto o interior e o litoral destacam-se por suas atividades econômicas e de lazer. São Paulo será palco também da abertura da Copa do Mundo Fifa 2014, maior evento esportivo do mundo.
Fonte:  Investe SP





Imagens do Gonzaga, Av Ana Costa de antigamente, Acervo FAMS


Para os saudosistas um pouco de imagens lindas, de um tempo que deixou saudades, mesmo de quem não tenha vivido neste pedaço.

Imagens que tocam no coração das pessoas que amam as coisas belas da vida, e de Santos!




ACERVO FAMS
Imagem Nº 00093
O Gonzaga antigo. (LO)
Data: s/d
Autor: José Marques Pereira
Data: 27-02-2009
Tamanho: 
Tamanho total: 680x456 




ACERVO FAMS
Imagem Nº 00095
Uma vista antiga do Gonzaga. (LO)
Data: s/d
Autor: José Marques Pereira
Data: 27-02-2009
Tamanho: 
Tamanho total: 680x476 




ACERVO FAMS
Imagem Nº 00096
Vista atual do Gonzaga. (LO)
Av. Ana Costa, onde localiza-se o Parque Balneário, o Atlântico Hotel e as Palmeiras Imperiais ao centro.
Data: 1939
Autor: Sophia Pretzel Waldheim
Data: 27-02-2009
Tamanho: 
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ACERVO FAMS
Imagem Nº 00269
Gonzaga. Praça Independência.
Data: s/d
Autor: Desconhecido
Data: 27-02-2009
Tamanho: 
Tamanho total: 680x478 




ACERVO FAMS
Imagem Nº 00372
Orla da Praia - Gonzaga (LO)
Data: s/d
Autor: Desconhecido
Data: 27-02-2009
Tamanho: 
Tamanho total: 680x437 

Fonte: Fundação Arquivo e Memória de Santos



terça-feira, 19 de janeiro de 2016

Codesp planeja porto do futuro para nova geração de navios


19/01/2016 às 05h00 1

Codesp planeja porto do futuro para nova geração de navios


Por Fernanda Pires | De Santos
Claudio Belli/Valor
Oliva, presidente da Codesp: "Temos de ser competitivos, sermos um hub port enquanto pudermos ser. Santos vai ser um dos grandes polos de feeder"
No cargo há dois meses e meio, o presidente da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), Alex Oliva, prepara o porto de Santos para manter o protagonismo num cenário em que o crescimento incessante dos navios esbarra nos limites físicos do maior porto da América Latina.
O executivo adiantou ao Valor que irá contratar um estudo para planejar o porto para daqui 25 anos, tão logo saia o diagnóstico recém-encomendado à Universidade de São Paulo (USP) que definirá - até dezembro de 2017 - a capacidade máxima de recepção de navios pelo porto, formado por um canal de navegação às margens do qual estão instalados os terminais de movimentação de cargas.
Uma das opções seria fazer um porto offshore, fora do estuário de Santos, que poderia receber navios sem restrição de tamanho. Hoje o canal por onde trafegam os navios está limitado a 15 metros de profundidade e a 220 metros de largura, com um traçado que engloba uma curva acentuada que impõe dificuldades às manobras dos maiores navios com escala regular, de 336 metros de comprimento.
Mas uma nova geração de embarcações deve chegar em águas brasileiras no futuro próximo, com extensão de 366 metros. E a abertura do novo canal do Panamá, prevista para abril, deve acelerar a vinda das classes subsequentes. Contudo, ainda não do mesmo patamar das empregadas em tráfegos mais volumosos, como nas rotas entre Ásia e Europa.
"Uma possibilidade é o porto offshore com transbordo, tendo o atual porto como um grande suporte", afirmou Oliva. Segundo ele, a meta é estudar alternativas para que Santos não fique estagnado. Hoje o cais santista escoa o equivalente a 27% da balança comercial em valores, sendo o porto concentrador do Brasil, de onde a cargas são redirecionadas via transbordo para demais portos no país.
Mas novos concorrentes devem pulverizar a carga e dar conta do crescimento absoluto da demanda, como o porto de Suape (PE), um "sucesso pré-anunciado há décadas", diz Oliva.
Especialistas avaliam que Suape será o grande hub port da América do Sul devido às condições estratégicas. Tem área de expansão, é segregado da região urbana, tem profundidade, acesso rodoviário e a ferrovia está sendo expandida até lá. Ainda, está mais próximo da Europa e do Canal do Panamá, que encurta a viagem até a Ásia.
"Temos de ser competitivos, sermos um hub port enquanto pudermos ser. E quando outros começarem a ser, não nos amedrontarmos. Santos vai ser um dos grandes polos de 'feeder' [que alimenta os portos concentradores] da América do Sul. Perde talvez as grandes linhas dos megacarriers que não vão passar na nossa curva, isso vai para algum lugar e o cenário que se mostra é Suape", afirma.
Na avaliação dele, engenheiro civil que atuou por mais de 30 anos no Ministério dos Transportes e integrou os quadros da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), caso Santos desenvolva o porto offshore, perdurará por mais tempo como um porto concentrador.
Além do planejamento de longo prazo, Oliva quer deixar como marca - o mandato de presidente é válido por dois anos, podendo ser renovado - um laboratório que será um centro de excelência na Baixada Santista para estudo e formação de especialistas. Integra o contrato de R$ 10 milhões assinado com a USP a construção de um modelo reduzido do estuário de Santos em uma oficina da Codesp.
Nos próximos anos Santos deve viver um ciclo de investimentos com os novos arrendamentos. Em dezembro de 2015 foram arrendadas três áreas no cais santista, duas para movimentação de celulose (uma pela Fibria e outra pela Marimex) e uma para grãos, pelo consórcio Cargill - Louis Dreyfus, com outorga combinada de R$ 430 milhões e investimento de R$ 608 milhões a ser feito pelas empresas. "Foi um resultado excelente devido ao ambiente de pessimismo. Vamos ter 2016 e 2017 com investimentos intensos, isso vai alavancar um novo ciclo de negócios para o porto e cadeia produtiva."
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